3 de outubro de 2009


LOUCURA, IMPRESSIONANTES LOUCURAS QUE ESTÃO POR CHEGAR!


Não cultivo em mim a barbárie de um tempo perdido, incansável e com paixão, onde reside a mais doce essência da vida, que briga com o amargo que trava a mandíbula, que sucumbe a voz, que arrasta o espírito numa viagem alucinante da dor e sofrimento, merecerei à vida pelo sofrimento ou pela força das palavras que não preciso, e nem quero o destino dos jardins do Éden a mim dado a esse preço. As dividas divinas já paguei com meus medos, meu sangue, minhas dores, tenho à alma pertinentemente libertada e avessa a sorte ou azar ditas que vem dos ventos e ventanias.

_Não rejeito à vida, os sonhos ou paixões, rejeito as falsas moralidades que residem e nos deixam sem reflexão lógica. Vencerei as minhas próprias covardias, para poder vencer o próximo momento que vem da sorte, às vezes dos desejos. Arrumem à casa, limpem os vidros, a vontade é tão livre que nem cogito subjugá-la, aprisionando-a como fora o desejo impuro, não compete-me a sorte dos outros e a meu luto pra que seja farto e sem os costumes alheios longe dos vícios e das virtudes que chamam a lógica humana e perversa esta presa ao homem como fora nossos poros de sangue, e surgem como se fora suor.

_Como passas o tempo entre eu o próximo espaço de tempo, uma fenda levemente aberta, saindo de um mundo escuro em busca da sobrevivência, ilusão ou medo, ah! o medo feroz obriga-me a lutar contra a minha própria natureza, não entre o juízo e o julgamento que em momentos de total abandono fazemo-nos acreditar sem esquecer cruelmente o julgamos dos outros, que árdua a luz que percorremos em estranhos caminhos, sem atingir o sonho, sem voltar ao momento do último pensamento, entre um pensamento no instante passado, frente a frente o futuro pertence aos jovens nossa herança, e aos velhos com rara exceção como sobremesa rápida e pequena sobra a sabiedade e a experiência que rejeitada por todos que rejeitam as nossas experiências e nenhuma outra experiência emprestada do faz de conta e que fazer se já no passado não distante prescreveram pra nos as nossas regras.
_Sem luz, seguindo errante, navegador sem mapas, solidão, gritos, espaços que nem os ecos que gritam assombrando nas noites acordam o silêncio no silêncio que se faz interno, superior. Intocáveis sensações de insanidade e lucidez, luta constante entre o etéreo e o material, ao fogo fáctuo uma miragem das assombrações surgidas dos mortos, que incautos vagam entre as noites sem dias.
Devolva-me ao mundo presente, não quero a esperança vazia, o sonho do vácuo, a sensação de leveza dos estados febris...Que seja o fato não o acaso, fator determinante entre a paz, a honra, a gloria, a vida e quem nos venceu, seja por nos vista, mal vista, mas bendita sois entre todas as coisas, apesar da dor, segue o curso a morte.
_Cheguei ao estado limite fronteira estreita. Estrelas fixas vejo refletida nas tuas pupilas dilatadas e fixas, viajas com as estrelas, sem gemido, escuto um canto triste trazido pela infância de risos como fora um poema a perpetuar-se na saudade que embora seja a morte a resposta imediata, deixaram-nos as lembranças, os risos, os choros, os castigos e todas as saudades de um corpo e alma que já não mais nos pertence. O mundo continua árduo e perigoso, como pousada, como morada, como passagem...
Só vejo paisagens.

Céu

03/10/2009

3 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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