26 de fevereiro de 2009

A FORÇA QUE TEM A DOR
O que seria a eternidade; gigante força que atravessa nossos caminhos e num duelo danada entre a vida e a morte; uma das duas sempre acaba vencedora; estou cansada preciso sentar; preciso parar; preciso de um lugar; foi que ao parar eu vi de longe um cantador; que por incrível que parece perguntou-me rindo por que sofres minha flor; e sorrindo ele contou das fadas; dos doentes; dos mágicos; da força da dor e da magnitude força bem mais superior que a dor do amor; que graça teria a vida se num existisse o amor; desamor; dor; tristeza; sono; insônia; se descobrirmos porque o sofrer pra que acabar os mistérios dos poetas; sonhadores; felizes espectadores da dor dos sofrem e por ela escrevem suas dores; seus desamores; sua enorme vontade de dormir e nunca mais acordar; mas sabemos que tudo passa assim como um dia esta dor que sinto agora um dia passará; passa a vida; passa alegria; passa a tristeza e tenho certeza só nunca vai passar esse meu grande amor; que hoje chora o meu peito solitário como pássaro noturno amargo suas noites frias a espera de um grande amor; sobra-lhes a pálida e fria insônia por nunca encontrar seu cantor; são dias tão longos; horas tão tristes; descobrir a perda não é menor ou maior que descobrir que toda dor e sofrimento as causas foram os dias; as horas; os segundos; que transformaram-me um ser insensível ao avaliar se ainda terias este teu tão grande amor; e não senti que aqui já não moravas; queria tanto te chamar e dizer fica; mas me calei e deixei que fosses; agora choro a amargura de não saber como olhar-me no espelho; desaprendi olhar-me sozinha que ironia a vida! E logo eu que nunca quis saber se tens também a mesma ruga; os mesmos olhos de ontem; e lembrei-me do velho canta(dor) que não cantava o amor e sim cantava a dor; hoje ao por do sol lembrei-me que por toda a vida sempre fui tua que amarga sombra essa dor; as minhas angustias começam em todos os momentos; roubei de mim meus tesouros; quis ser adultera; pagã; misteriosa; vulgar; vingar-me! Mas ri de mim; estaria vingando-me de mim; quis que o mundo acabasse; descobri que não passava de mais uma pessoa perdida na escuridão das noites; andando nas sombras do dia pra prolongar a noite; tornei-me vigia de um sonho que eu não mais tinha direito de sonhá-lo; aprendi com a minha vida; em tudo pode haver verdade; enquanto existir verdades vai existir mentiras; enquanto estiver viva sempre estarei entre duas forças que rege o mundo; e se não morrer amanhã prometo registrarei hoje; apesar de estar tão cansada; imparcialmente tudo hoje é mais difícil; não pra viver; mas sim pra prosseguir; prefiro ficar parada olhando pra minha dor; este é o meu desafio; é uma guerra e nas guerras sobrevivemos à verdade contando mentiras; assim como dói o amar; pra entender as verdades; é preciso entender não só de dor; de amor; mas de sobrevivência; e nunca tentar enganar a nem dor e muito menos o AMOR!

Céu

26/02/2009

Um comentário:

Bell disse...

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