27 de fevereiro de 2010


  O INVERSO DO UNIVERSO
Não sou a arte, não sou lua, não sou sol, não pertenço aos Elíseos, sou solta, frouxa, em estado bruto, qual seria a minha forma se sublimação, onde será que encontrarei palavras, que eu sei soem reais, palavras, palavras, que só pertençam à classe  das palavras, todos podem dizer o que quiser, falar o que quiser, mas ouvir será que estão preparadas pra ouvir, anjo torto, briguento, sem asas, o mundo é um vicio perturbador, já não surpreendo-me como o universo, perverso, mas sempre surpreendente então porque também não surpreendê-lo, pegar peças, usar o inverso, ficarei muda aos maldizeres e mesmo que continue a viver, nunca esquecerei suas maledicências usuais e constrangedoras, propositais, e os primeiros passos foram mover a mim mesma, não gosto de assédios, não suporto tapinhas nas costas, que me digam o que devi fazer, hoje colhi pedrinhas braças boleadas, pequenas e redondas, e queria fazer um colar de pedras, pendurarem no pescoço, simbolicamente associadas a raízes da terra que rolam sem dono, ate porque nada que é humano pode nos ser estranho, pois para uns o amor é fogo, para outros uma casa, onde constrói-se tijolo a tijolo, quando será que termina-se esta construção que muitas vezes de cansaço paramos no meio, no inicio, no final e muitas vezes nem se constrói, tentei mover o mundo, mas descobri que é impossível, e que só quem já nos deixou, que transcendeu a terras sabem como é terminar uma guerra, ate por que vivemos se não podemos falar, eu nunca saberei calar-me, sou das que pertenço aos que mostram-se e põem contas de pedra e daí...

Céu
26/02/2010

2 comentários:

£µä ñö Mä®... disse...
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MARTIN disse...
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