
Estrelas bíblicas esquecidas entre cigarros e um gole de vermute seco,
Não há palavras,
As folhas já não caem,
O outono dos meus sentimentos chega ao fim,
Olho as páginas amareladas o tempo passa até para si mesmo,
Não há nem palavras ou lágrimas, ou há?
Seguro a mão que se ergue na clara fonte contra o rio,
A mão que espia o gesto, para no ar não ergue-se não espalha,
Não quebra o espelho, porque você com que perversidade cega entrou aqui,
E nem pediu licença, tenho medo do seu medo.
Talvez a dor um dia a diminua, não sei se há mágoa no lago,
Escorrendo para o rio,
Se há silêncios ocos atravessando a mata,
Correndo atrás dos edifícios,
E minha cidade, ainda dorme silenciosa e indiferente,
A s palavras não as escrevi hoje,
O beijo não deu, os olhos fecharam exaustos,
O silêncio é (i) mortal clara dor, claro silencio,
Sais e ponte,
Onde paraste nesta caminhada,
Ainda avistas caminhos, estradas,
Momentos há ser vividos,
Será que sobrou algo além dos nós,
Como correntes, alianças,
Versos, e não somente palavras vans,
Chamo as palavras elas não chegam estão nas sombras,
Na noite dormem...
Céu
17/06/2010
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