7 de janeiro de 2009

DE MÃOS VAZIAS

Como é fazer uma cerimônia depois das folhas mortas!
Deixando-se levar frágeis pelo vento outonal;
Escorrem entre as correntes nas ruas maltratadas, pisadas, mastigada e escuto-lhes os gemidos silenciosos;
Que trazem-me a brisa depois da primavera como é enorme a capacidade de alegria nos Verões o mais esplêndido estampar de cores do arco Íris mais completo
Não encontro palavras perdoe-me se sagro nessa todas as agonias contidas por toda a vida; Explorações e incontinência contidas desde há muito sento muito;
Mas essas palavras doem mais em mim que jamais doeram em ti
Cortem as luzes;
Apaguem todas estrelam;
Desliguem os telefones; coloquem faixas nos aviões;
Dispersem os oceanos;
Pois de hoje em diante nada mais importa nem os dias, tardes e noites todos enlutados;
Transferiram para dentro de mim todos os gritos silenciosos que nem minha alma atreve-se em conte-las;
Apossaram-se da minha alma;
Cerram-me os olhos vedaram as minhas emoções em um leilão barato;
Tirara-me o sul o norte e agora não ousem acender luzes e estrelas deixem-me na mais completa escuridão ate que eu me ache...

Céu

07/01/2009

2 comentários:

Cristianne disse...

Olha que fascinante:
"Cortem as luzes;
Apaguem todas estrelam;
Desliguem os telefones; coloquem faixas nos aviões;
Dispersem os oceanos;"
Suas letras conseguem transpor aos olhos de nós - leitores - coisas muito belas. Estou admirada...
Cristianne.

Céu disse...

Oh! Cristianne vc é que um amor meu bem, obrigada pela visita e pelo carinho...beijo Céu.